Adote uma Praça bate recorde e soma R$ 72 mi

Publicado em: 28/02/2026 14:38

Programa do GDF atinge maior número de parcerias desde 2019 e amplia recuperação de áreas públicas no DF

O Programa Adote uma Praça, coordenado pelo Governo do Distrito Federal, alcançou um marco histórico: R$ 72 milhões em investimentos privados desde 2019, consolidando o maior volume de parcerias já registrado na iniciativa. Somente em 2025, foram 83 novos termos de cooperação, número que representa recorde anual desde a criação do programa.

Ao todo, 249 acordos foram firmados nos últimos anos, com 170 atualmente vigentes. Na prática, isso significa mais praças revitalizadas, áreas verdes recuperadas, instalação de mobiliário urbano, melhorias de acessibilidade e manutenção contínua sem impacto direto no orçamento público.

Como funciona o modelo

O programa permite que empresas, instituições ou cidadãos adotem espaços públicos para manutenção e revitalização. Não há exploração comercial direta da área adotada. O retorno ocorre por meio de valorização institucional da marca e fortalecimento da imagem social da empresa participante.

A coordenação é feita pela Secretaria de Projetos Especiais, responsável pela formalização dos termos e acompanhamento técnico das intervenções.

Segundo o secretário de Projetos Especiais, Marcos Teixeira, o crescimento das adesões reflete segurança jurídica e credibilidade do modelo. “Quando falamos em R$ 72 milhões, estamos diante de um valor expressivo. O programa amadureceu e passou a transmitir confiança ao setor privado”, afirmou.

Impacto urbano e social

Os investimentos têm transformado áreas antes degradadas em espaços de convivência. Bancos, iluminação, paisagismo, ciclovias, rampas de acessibilidade e sinalização passam a integrar o ambiente urbano, promovendo uso frequente pela comunidade.

Casos emblemáticos incluem revitalizações em regiões centrais e administrativas, onde áreas antes ociosas ganharam fluxo de pedestres, prática esportiva e maior sensação de segurança.

O modelo também reforça uma tendência contemporânea de governança colaborativa, em que o poder público compartilha responsabilidades com a iniciativa privada na preservação do patrimônio urbano.

O que está por trás do crescimento

O avanço do programa coincide com o discurso do governo local de eficiência fiscal e parcerias estratégicas. Ao transferir parte da manutenção urbana para cooperação voluntária, o GDF reduz pressão orçamentária e amplia capilaridade de intervenções.

Ainda assim, especialistas alertam para a necessidade de fiscalização rigorosa para evitar concentração de investimentos apenas em áreas de maior visibilidade econômica. O desafio agora é garantir que regiões periféricas também recebam adesões proporcionais.

Como aderir

Empresas interessadas podem solicitar a adoção de áreas por meio das administrações regionais ou diretamente junto à Secretaria de Projetos Especiais. Após análise técnica e aprovação, é firmado termo de cooperação com prazo definido.

Com o recorde alcançado em 2025, a expectativa do governo é ampliar ainda mais as parcerias em 2026.

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